quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Autonomia ou quem paga a banda escolhe a música?


As instituições públicas estaduais de ensino superior que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passarão a contar com recursos do Governo Federal para a promoção de ações voltadas à assistência estudantil.

Foi instituído nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério da Educação, o Programa Nacional de Assistência Estudantil para as Instituições de Educação Superior Públicas Estaduais (Pnaest).

Os recursos serão destinados exclusivamente às instituições estaduais de educação superior gratuitas – universidades e centros universitários – para o atendimento de estudantes matriculados em cursos de graduação presencial.

A alocação de recursos será proporcional ao número de vagas ofertadas pela instituição por meio do sistema e caberá à universidade ou centro universitário definir os critérios e a metodologia de seleção dos alunos beneficiados. Serão atendidos prioritariamente os estudantes que tenham estudado na rede pública de educação básica ou que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio.

Os recursos serão repassados de acordo com o número de vagas. Instituições que oferecerem até 200 vagas no Sisu receberão até R$ 150 mil; entre 201 e 1 mil vagas, até R$ 750 mil; acima de 1 mil vagas, até R$ 1,5 milhão.

Além disso, a instituição que ofertar, na primeira edição do Sisu de cada ano, entre 50% e 80% do total de vagas anuais autorizadas em cada um de seus cursos habilitados a participar do Sisu, receberá uma bonificação de até 30% sobre o valor do recurso a ser repassado.

No caso das instituições que ofertarem acima de 80% do total de vagas anuais autorizadas em cada um de seus cursos, a bonificação será de até 50% sobre o valor a ser repassado.

As instituições estaduais interessadas em participar do programa deverão apresentar um plano de trabalho à Secretaria de Educação Superior do MEC em prazo a ser fixado pelo MEC, descrevendo a forma de aplicação dos recursos pretendidos.

A Portaria Normativa nº 25, que institui o Pnaest, foi publicada nesta quarta-feira, 29, no Diário Oficial da União.

Assessoria de Imprensa da Sesu

O que nos espera o governo Dilma?

Imagine a seguinte cena: um candidato qualquer à presidência da República em seu programa eleitoral na TV. Começa o discurso lamentando as condições externas não serem tão favoráveis quanto foram nos anos anteriores. Adverte para o perigo da inflação, que já ultrapassa as metas do governo e do rombo nas contas da Previdência. Promete então um rígido corte nos gastos públicos, um reajuste irrisório para o salário mínimo e, de quebra, uma redução no valor pago pelos empresários ao INSS dos empregados. Por fim recomenda “mão pesada” nas contas do governo.

Claro que nenhum candidato diria uma coisa dessas. Mas foi justamente o que o governo vem anunciando nos últimos dias, há apenas poucas semanas após as eleições, quando sua candidata Dilma Roussef prometia o céu na Terra. Fechadas as urnas e contabilizados os votos, o governo pôde tirar a máscara e expor claramente sua política econômica para o próximo período. E ela será exatamente o que anunciou à imprensa o ministro da Fazenda Guido Mantega, que deve permanecer no cargo no próximo mandato, “mão pesada” nos gastos públicos, leia-se, no Orçamento incluindo áreas como Saúde, Educação e Previdência pública.

Durante o auge da crise econômica mundial, no final de 2008, e seus reflexos quase imediatos no Brasil, o governo Lula pôs em prática uma política de subsídios, financiamentos públicos às empresas e isenções fiscais. Poderia ter decretado a proibição das demissões, estatizando as que insistissem em despedir, e reduzido a jornada de trabalho como forma de abrir novos postos. Mas, ao invés de ter uma política voltada aos trabalhadores, preferiu garantir os lucros dos banqueiros e empresários, à custa do dinheiro público. Agora, com a fatura sendo expedida, a depender do futuro governo serão novamente os trabalhadores que pagarão a conta de uma crise que se avizinha.

Crise na Europa
Se tem algo que o governo está certo, é quando diz que a conjuntura internacional não será tão favorável nos próximos anos. Se o governo Lula pôde surfar a onda do crescimento econômico mundial, que aumentou a demanda por commodities (matérias-primas básicas) e possibilitou acumular superávits (ou “lucros” com o mercado externo), agora a situação é outra. Nos EUA, que foi o trem que puxou o resto da economia mundial, a crise está longe de terminar e faz uma legião de 15 milhões de desempregados em todo o país.

Mas é na Europa que a crise se mostra cada vez mais dramática. A série de estímulos fiscais e ajuda aos banqueiros e empresários cobram agora seu preço revelando os enormes rombos nos orçamentos públicos. A bola da vez deste final de ano é a Irlanda, que gastou o equivalente a 32% de seu PIB para salvar os bancos. A Grécia, por sua vez, reaparece com um rombo insanável. Em praticamente todos os países, os governos impõem brutais cortes fiscais, atingindo a Educação e praticamente todas as áreas sociais. Na Inglaterra, os resquícios do Estado de Bem-Estar Social estão sendo desmantelados, terminando o trabalho iniciada por Tatcher há 30 anos.

Mas o que isso tem a ver com o Brasil? No âmbito de um mercado globalizado e, pior, com uma economia dominada pelas multinacionais e o capital internacional, como a nossa, é inevitável que essa crise aporte por aqui. Só para se ter uma ideia, a Europa compra 21% das commodities que o Brasil exporta. Cerca de 10% da capital bancário no país é espanhol, e os bancos da Espanha estão ligados aos países quebrados. E tudo isso representa: além da redução nas exportações, mais repasses de lucros das filiais bancárias para a matriz, como ocorre no Santander.

Concluindo o panorama sombrio para o próximo ano, o próprio governo prevê um rombo de 50 bilhões de dólares com o mercado externo em 2011. Ou seja, o país vai ficar 50 bi mais pobre no próximo ano.

O time do ajuste fiscal
Além da conjuntura externa, a formação da equipe econômica do governo Dilma já adianta o que virá a seguir. O segundo posto mais importante da República, a Casa Civil, só abaixo do presidente, estará a cargo de Antônio Palocci Filho. O petista é considerado o homem dos banqueiros do partido. Para quem não se lembra, foi Palocci quem, logo no início do governo Lula em 2003, mais bancou a política de ajuste fiscal e juros altos.

Pouco antes de ser cassado por corrupção e quando ainda era ministro, Palocci tentava emplacar a ideia do chamado “déficit nominal zero”. Um duro ajuste fiscal para reduzir os gastos públicos, a fim de que, mesmo com o pagamento de R$ 185 bilhões de juros da dívida por ano, o governo não tenha déficit, ou seja, prejuízo. Hoje, o governo só tem superávit se não é considerada essa conta dos juros, caso contrário o déficit chega a 2% ou 3%.

Para completar o time do ajuste fiscal estão Miriam Belchior no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central, dois nomes desconhecidos pela população, mas que já estão no governo hoje. Ou seja, comprometidos com a manutenção da atual política econômica.

Preparar a resistência
Para o início do governo Dilma, o ministro Guido Mantega já anunciou um corte de R$ 20 bilhões logo de cara. Já se fala, porém, em cortes da ordem de R$ 45 bilhões dos gastos públicos correntes, ou seja, em gastos com salários e manutenção de serviços públicos.

Além disso, em meio à campanha eleitoral, o jornal carioca O Globo divulgou que a atual equipe econômica já estaria formulando uma nova reforma da Previdência para o próximo mandato. À época, Dilma negou a informação, mas nos últimos dias o atual ministro do Planejamento e futuro dono das Comunicações, Paulo Bernardo, vem insistindo na necessidade da reforma. “Fatalmente vamos ter de discutir regras novas. Um bom ponto de partida seria tentar uma reforma que signifique uma mudança importante para quem vai entrar no mercado”, afirmou à revista Brasil Atual, ligada à CUT.

A reforma da Previdência do setor público em 2003 levada a cabo por Lula logo no início de mandato pegou muitos de surpresa. Para a grande maioria da população, o novo governo gerava tremendas expectativas. Grande parte da esquerda, por sua vez, não acreditava que o governo Lula começaria com um ataque tão grande. Desta vez, porém, não faltam avisos.

Cabe aos trabalhadores e suas organizações prepararem desde já a resistência a esses ataques, a exemplo da reunião que ocorreu em 25 de novembro em Brasília com a presença da CSP-Conlutas e dezenas de entidades sindicais e de movimentos populares, que aprovou a formação de um espaço para a organização de jornadas de lutas já para o primeiro semestre de 2011. Uma nova reunião acontece em 27 de janeiro, também em Brasília

quinta-feira, 10 de setembro de 2009



MARKETING PESSOAL

rsrsrsrsrs (sem preconceito , mas reconheço exageros no texto da autora que acredito escreve em tom bem humarado !!!)


Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: Se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta.Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito, e que, quando se abaixam, mostram aquele cofrão. Não!



Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo, acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto.E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma - e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.

Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com 'clight' que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento.Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!!!Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz!
Texto de Carla Moura(Psicóloga, Especialista em Sexologia e Terapia de Casais).

terça-feira, 8 de setembro de 2009


Parem o massacre na periferia!

Protestos em comunidades como Heliópolis e Paraisópolis são cada vez mais freqüentes em resposta à violência policial.

Nos 9 primeiros meses de 2009 já ocorreram 9 insurreições em comunidades pobres da capital paulista, com barricadas nas ruas, queima de ônibus e carros. As principais ocorreram em Paraisópolis, Jaçanã e Heliópolis. Todas em resposta a mortes de jovens moradores dessas comunidades causadas pela ação assassina das forças de repressão do Estado. Cada vez mais a polícia entra atirando nas comunidades pobres, matando trabalhadores e filhos de trabalhadores.
O último caso de violência policial ocorreu no dia 31 de Agosto, quando uma estudante de 17 anos, Ana Cristina, voltava para casa depois da escola, foi atingida e morta por um tiro no pescoço durante troca de tiros entre guardas civis de São Caetano do Sul (Grande São Paulo) e os suspeitos de roubar um carro.
Ana Cristina era uma jovem mãe. Deixou uma filha de 1 ano que agora crescerá sem mãe. Que futuro esta sociedade reserva para a filha de Ana Cristina e para os milhões de crianças que desde cedo dividem seu espaço de lazer e brincadeira com balas perdidas?
Tudo indica que o tiro que matou Ana veio da arma de um guarda. É importante destacar que os alvos dos tiros eram apenas suspeitos. Fora isso, temos outro questionamento, será mesmo que ocorreu troca de tiros, ou os tiros só vieram de um lado? Como todos que moram em regiões periféricas sabem, a policia não conversa, ela atira e depois pergunta.
E agora querem colocar a culpa no guarda, que foi expulso da PM há 10 anos e não poderia estar na guarda civil. E porque estava? Além disso, não se trata de responsabilizar apenas um policial, mas sim, termos claro quais os verdadeiros objetivos da polícia e a política que está por trás de suas ações.
O Governador Serra considerou inadequada a atuação da Guarda Civil Metropolitana de São Caetano do Sul, mas aprovou as ações da PM que reprimiu os moradores de Heliópolis que protestavam pela morte da estudante.
Ainda como pretexto de combater o crime, o Governo tenta impor “toques de recolher” em diversas cidades do estado de SP, proibindo que jovens fiquem nas ruas após determinados horários. Na verdade é uma forma de criminalização da juventude trabalhadora e de legitimar ações violentas da polícia contra os filhos dos trabalhadores.
Este caso de Heliópolis é mais um, dos tantos que andam acontecendo em praticamente todas as áreas periféricas e zonas pobres deste país. Os casos acabam por se repetir. No dia 8 de Julho aconteceu praticamente a mesma coisa: uma criança de 8 anos foi baleada de raspão em uma noite de quarta-feira durante um confronto entre policiais militares e dois suspeitos que estavam em uma motocicleta. E, pra variar, a própria polícia não sabe informar por quais crimes que estes “suspeitos” estavam sendo perseguidos.
Em 2008, no estado de São Paulo foram 431 mortes nos chamados "autos de resistência" (morte em confronto com policiais), ou seja, uma média de 1,04 morte para cada 100 mil habitantes. Neste ano em São Paulo, de acordo com o Jornal “Agora” (02/09/2009) , policiais feriram ou mataram moradores durante tiroteios em favelas de São Paulo pelo menos oito vezes neste ano. Seis desses casos resultaram em protestos ou confrontos com a polícia. Mas sabemos que este número é bem maior. Quem mora na favela sempre sabe de mortes de vizinhos, conhecidos, amigos, que quase nunca aparecem nos jornais.
Isso tudo explica o porquê nessas regiões têm ocorrido uma série de protestos nos últimos meses. No dia 1º de Setembro, foi mais um protesto como resposta à violência da polícia que reuniu mais de mil pessoas. A tropa de choque do governo Serra foi acionada para colocar “ordem”, atirando e jogando bombas em cima dos manifestantes que não agüentam mais a repressão policial, as mortes ocasionadas pela polícia e a exploração que o sistema capitalista impõe.
Os manifestantes que acabaram sendo chamados de marginais pela mídia burguesa e pelo governo Serra, são os que lutam contra essa forma de ver o pobre como ladrão, que não aceitam calados esses atos de pura truculência e selvageria da policia paulista, que mata, utilizando como desculpa a manutenção da ordem.
A polícia é um braço armado do Estado burguês, age com violência contra os trabalhadores e filhos dos trabalhadores, especialmente nas periferias das regiões metropolitanas, onde concentra-se o excedente do exército de reserva da classe operária.
Vivemos sob o capitalismo, sistema que gera crises econômicas (como a que se passa agora), altos índices de desemprego, precariedade no transporte, na saúde e na educação, e nos demais serviços públicos. O crime acaba sendo um produto dessa sociedade desigual, a necessidade de uma revolução socialista está cada vez mais vigente, para não acabarmos na completa barbárie.
No Congresso Federal tentam diminuir a maioridade penal. No Rio de Janeiro é o caveirão anunciando que chega para “resolver o problema”. Os mesmos governos responsáveis pela destruição dos serviços públicos, em especial a educação, impõem o massacre na periferia.
Sem políticas públicas (educação, esporte, cultura, lazer, saneamento, transporte) e na falta de uma verdadeira organização de juventude de massas, cada vez mais jovens são levados a buscar as drogas ou a se unir ao crime organizado, estruturado principalmente em torno do tráfico de drogas.
Sem organização, as manifestações espontâneas de revolta acabam não resultando em avanços. Por isso nós precisamos nos organizar para derrubar essa sociedade de classes, para que todos tenham os mesmos direitos de fato. Assim possibilitando um mundo sem polícia e sem desigualdade, sem morte e desemprego. Só o socialismo pode abrir o caminho de verdadeiro progresso para a Humanidade.
Não há mais o que pedir aos trabalhadores que deram o sangue e o suor para esta luta. Foi com a luta e organização de muitos anos que o povo trabalhador e das periferias deste país elegeram Lula presidente. Mas a cada dia que passa fica mais evidente que essa vitória foi confiscada. Nada mudou e enquanto os mesmos continuarem no poder, nada mudará!
É preciso romper a colaboração de classes com a burguesia e seus partidos. Lula precisa romper as alianças com Sarney, Collor, Maluf e outros bandidos, apoiar-se na organização e mobilização popular e começar a governar no interesse do povo trabalhador do campo e da cidade. É hora de romper com os inimigos da classe trabalhadora e governar convocando e apoiando-se na mobilização de milhões de trabalhadores em luta por seus próprios interesses. Tem que governar para solucionar os problemas das periferias do país e dar qualidade de vida para todos! Sabemos que só lutando e nos organizando poderemos abrir esta via. Como dizia Marx: “A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores!”

Não passarão! Todo apoio aos moradores de Heliópolis.
Não ao toque de recolher da juventude!
Polícia para quem precisa? Polícia para quem precisa de polícia?
Capitalismo Mata!

domingo, 23 de agosto de 2009

"Você foi banido de movimento MARINA SILVA PRESIDENTE"

Caros amigos do Blog, os ativistas que compõe o Movimento Marina Presidente, me expulsaram da sua página simplesmente por causa da carta abaixo. Leiam e reflitam e viva a ignorância, a liberdade de expressão e a Marina presidente:

Nesse momento de crise Ambiental global, precisamos refletir sobre cerca de 160 anos de experiência em torno da tentativa de superação aquilo que está no cerne de todas da degradação dos recursos naturais, precisamos refletir a quem serve a destruição do meio ambiente. Infelizmente não basta um discurso bonito, romântico e esperançoso se não tivermos como estratégia a superação da burguesia, responsável maior da crise ambiental. Por isso, como disse Lênin, a prática deve ser o critério da verdade. Marina Silva foi a Ministra do meio Ambiente que não moveu nenhuma palha pra evitar a aprovação de uso de transgênicos, assim como foi na sua gestão que aprovaram a transposição do Rio São Francisco e aprovaram a lei de concessão de floretas na Amazônia. Apesar disso, ela fala tanto de Amazônia, eu moro aqui na Amazônia e não vi nenhuma política de fato do seu Ministério que contornasse a tendência de tragédia dos recursos naturas dessa região. No máximo o que podemos perceber são as políticas compensatórias de concessão de migalhas, como a criação de algumas reservas extrativistas a aumento mínimo do pessoal do IBAMA.
Os desafios para Amazônia estão colocados e implementados em sua gestão, como é o caso dos projetos de asfaltamento da BR 163 (Santarém- Cuiabá) e expansão da soja, assim como a construção das barragens de Belo Monte e do Rio Madeira.
Caros amigos, sei que muitos que participam desta comunidade de fato querem mudanças e acreditam no discurso, de quem na década de 80 lutou contra a expansão da agricultura patronal e a destruição da floresta, no entanto, assim como o partido que ela rompeu relações (PT), suas idéias não correspondem os fatos. Marina quer ser presidente do Brasil se aliando a membros de um partido de aluguel, que tem como membros contraditoriamente, os maiores destruidores do meio ambiente, como latifundiários da Amazônia.
Espero que reflitam sobre isso, minha proposta é que todos se engajem na luta pela preservação do Meio Ambiente, contra a burguesia e o latifúndio destruidor da Amazônia, assim como contra os corruptos e os oportunistas de plantão como a Marina Silva.

A Amazônia Vive, apesar da Marina!

Um abraço!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009



O FODA-SE!!!

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de foda-se! que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se!? O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo?
Então foda-se!. Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!. O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem.
O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio.
Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. / Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus uando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!.
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. /
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se ...

Millôr Fernandes

domingo, 9 de agosto de 2009


AGOSTO MÊS DE LUTA!!!
Não às demissões!Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários!Em defesa dos direitos sociais!
O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.