domingo, 23 de agosto de 2009

"Você foi banido de movimento MARINA SILVA PRESIDENTE"

Caros amigos do Blog, os ativistas que compõe o Movimento Marina Presidente, me expulsaram da sua página simplesmente por causa da carta abaixo. Leiam e reflitam e viva a ignorância, a liberdade de expressão e a Marina presidente:

Nesse momento de crise Ambiental global, precisamos refletir sobre cerca de 160 anos de experiência em torno da tentativa de superação aquilo que está no cerne de todas da degradação dos recursos naturais, precisamos refletir a quem serve a destruição do meio ambiente. Infelizmente não basta um discurso bonito, romântico e esperançoso se não tivermos como estratégia a superação da burguesia, responsável maior da crise ambiental. Por isso, como disse Lênin, a prática deve ser o critério da verdade. Marina Silva foi a Ministra do meio Ambiente que não moveu nenhuma palha pra evitar a aprovação de uso de transgênicos, assim como foi na sua gestão que aprovaram a transposição do Rio São Francisco e aprovaram a lei de concessão de floretas na Amazônia. Apesar disso, ela fala tanto de Amazônia, eu moro aqui na Amazônia e não vi nenhuma política de fato do seu Ministério que contornasse a tendência de tragédia dos recursos naturas dessa região. No máximo o que podemos perceber são as políticas compensatórias de concessão de migalhas, como a criação de algumas reservas extrativistas a aumento mínimo do pessoal do IBAMA.
Os desafios para Amazônia estão colocados e implementados em sua gestão, como é o caso dos projetos de asfaltamento da BR 163 (Santarém- Cuiabá) e expansão da soja, assim como a construção das barragens de Belo Monte e do Rio Madeira.
Caros amigos, sei que muitos que participam desta comunidade de fato querem mudanças e acreditam no discurso, de quem na década de 80 lutou contra a expansão da agricultura patronal e a destruição da floresta, no entanto, assim como o partido que ela rompeu relações (PT), suas idéias não correspondem os fatos. Marina quer ser presidente do Brasil se aliando a membros de um partido de aluguel, que tem como membros contraditoriamente, os maiores destruidores do meio ambiente, como latifundiários da Amazônia.
Espero que reflitam sobre isso, minha proposta é que todos se engajem na luta pela preservação do Meio Ambiente, contra a burguesia e o latifúndio destruidor da Amazônia, assim como contra os corruptos e os oportunistas de plantão como a Marina Silva.

A Amazônia Vive, apesar da Marina!

Um abraço!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009



O FODA-SE!!!

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de foda-se! que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se!? O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo?
Então foda-se!. Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!. O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem.
O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio.
Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. / Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus uando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!.
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. /
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se ...

Millôr Fernandes

domingo, 9 de agosto de 2009


AGOSTO MÊS DE LUTA!!!
Não às demissões!Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários!Em defesa dos direitos sociais!
O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A Natureza dos recursos da Ilha de Sumaúma:

Segundo Fenny (1990) e Ostrom (1994) as naturezas dos recursos comuns podem ser definidas a partir de duais importantes características: a) a dificuldade de excluir indivíduos dos benefícios de um bem que é chamada de “excluibilidade” e b) a relação entre os benefícios apropriados por um indivíduo e a disponibilidade do bem para os outros que é chamada de “subtrabilidade”. A partir das características de “excluibilidade” e subtrabilidade podem-se classificar os bens ou recursos em quatro tipos: recursos privados, recursos públicos, recursos tributáveis e recursos comuns.
Definido critérios que classifica a natureza dos recursos podemos classificá-los em diferentes modos no sistema de recursos da Ilha de Sumaúma, de acordo com a característica de cada. No entanto, já que o objetivo central deste trabalho não é de inventariar e classificar detalhadamente todos os recursos existentes me ative a classificar aqueles considerados mais importantes para os entrevistados de acordo com os tipos de fins. Explicado isso, classifiquei os recursos em espécies madeireiras, espécies frutíferas, espécie de pescado, caça, e espécies cultivadas.
Segundo o chefe de família entrevistado, Sr. Pedro, existia na área 35 espécie de árvores que poderiam ser utilizadas para retirar madeira, sendo que desse total 15 espécies não existem mais e as outras 20 que ainda existem estão com sua densidade bastante reduzida. Observando as características de gestão desse recurso na ilha classificamos segundo Ostrom (1994) como recursos privados, tendo em vista que não há grandes dificuldades em excluir outros indivíduos que não pertença a um determinado grupo familiar de explorar a madeira e a relação entre a família beneficiária apropriadora reduz a possibilidades de outras famílias se beneficiarem desse recurso. Isso ocorre devido à história das relações estabelecidas entre os membros da comunidade que ainda hoje mantém fortes laços de parentesco e reciprocidade, onde as regras estabelecidas sobre a propriedade da madeira instituída pela família no passado, ainda está instituída e continua sendo passada de geração a geração através da oralidade e socialização.
No passado, a família Sacramento, na qual boa parte dos moradores da ilha faz parte, teve origem quando o Sr. João, bisavô do Sr. Pedro, migrou da cidade de Cametá-PA e se apropriou das terras da ilha (não se sabe se foi através de compra, doação, etc.) se instalou e também se apropriou dos recursos madeiros que era usado basicamente para construção e reparos da casa, lenha e embarcações da família. A propriedade que era exclusivamente da família do Sr. João e sua esposa Sra. Adelaide começou a se modificar estimulado por seu crescimento ao longo do tempo e conseqüentemente das tensões entre seus membros, como diz Wolf (1976) “cada substituição de um membro da velha geração por outro coloca em questão a existência da unidade familiar camponesa como estava constituída previamente. Como conseqüência, a sucessão é regulada por normas especiais. De grande importância são aquelas que governam a herança, regulamentando a passagem de recursos sob seu controle, do velho para o jovem” essa sucessão entre as gerações, o aumento de membros da família, assim como a forma de transmissão da herança, podem ter causado tensões que contribuíram para formação de novos grupos domésticos, assim como o casamento, segundo diz Heredia (1976) “o casamento implica na constituição de uma nova unidade de produção, isto é, em uma parcela de terra para realizar o roçado e na formação de uma nova casa.”. A formação de novos grupos domésticos com necessidade de espaço para entre outras coisas extrair madeira provavelmente estimulou a divisão das terras da Ilha.
Dessa forma as regras instituídas pela família na divisão por herança no passado, continuam ser seguidas por todos nas gerações subseqüentes na gestão dos recursos madeireiros e para esse recurso não há observância de conflitos. Dessa forma, árvores com potencial madeireiro pertencentes a um núcleo familiar não pode ser apropriada por outra. Como não há histórico de conflitos relacionados a esse recurso, não há histórico de sanções e também não foi identificado um centro de mediação e decisão sobre o assunto.
Com a criação do projeto de assentamento agroextrativista a cerca de três anos, que instituiu a estâncias da assembléia da associação de moradores como mediadoras de conflitos, segundo o Sr. Pedro, nunca foi acionada para discutir sobre a forma de geri tal recurso, prevalecendo às regras de herança instituídas.
Atualmente, o recurso madereiro está sujeita, por um lado, à pressão exercida pelo mercado de madeira e a proliferação a partir do final da década de 1960 e incio da década de 1970 da industria madereira nas margens dos rios da região por pequenos empresários locais que instaram serrarias e comercializavam as madeiras cortadas em padrões estabelecidos pelo mercado e tinha como matéria prima as árvores da região, quando a economia já se arrastava por um longo período de criese e apresentava sontomas de decadencia[1]; e por outro lado pela plantio de açai que se expande sobre as áreas de mata exercendo pressão sobre toda sua biodiversidade, incluindo as espécies madereiras que reduziram em número de espécies e em densidade.
Com relação às espécies frutíferas nativas, o Sr. Pedro e seu filho, relataram a existência de 18 espécies diferentes (Anexo X), sendo que dessa quantidade todas são preservadas e ou incrementadas como é o caso do açai. Esse recurso diferentemente do recurso madereiro pode ser classificado quanto a natureza como recursos ou bens comuns, já que há grandes dificuldades de excluir outros indivíduos que não pertença a um determinado grupo familiar de se apropriar das frutas e a relação entre a família beneficiária apropriadora reduzem a possibilidades de outras famílias se beneficiarem desse recurso. Apesar de cada família saber quais recursos que lhe pertence, não há uma forma de restringir a apropriação por outras pessoas que tem acesso a área, tendo em vista não existir cercas ou barreiras naturais que dificulte o deslocamento de pessoas pela área. Além disso, não existe um agente mediador atue sobre as resoluções de tensões e conflitos, nem mesmo o Estado através da polícia, órgão ambiental etc. raramente se faz presente nessas regiões.
Apesar das relações estabelecidas entre os membros da comunidade que mantém fortes laços de parentesco e reciprocidade, e existir o entendimento por todos de que determinada áreas e seus recursos pertence à determinada família, as regras estabelecidas sobre a restrição a apropriação desse tipo de recurso são freqüentemente transgredida, isso fica claro na fala de Maria Raimunda esposa de Sr. Pedro quando perguntada sobre se outras pessoas entram na área de sua família para pegar frutas: “eles entram, mas todo mundo pega porque no mato não tem quem governe”.
Como existe transgressão a regra estabelecida existe um histórico de tensão relatado por Cláudio ex-morador da comunidade que lembra que quando era criança foi com sua tia apanhar um cacho de açaí, que segundo a mesma pertencia a ela, chegando ao local o mesmo foi recebido com hostilidade como relata: “nós fomos apanhar o açaí e ele [Saleiro (que se dizia dono do açaizeiro)] disse se eu apanhasse aquele cacho ele iria cortar a árvore e me derrubar de lá. Falado isso, começou a confusão. Pois a titia [Miracy] disse se ele chegasse perto da árvore ela iria retalhar ele com o terçado que tinha na mão. Com pouco tempo, aquela confusão atraiu um grande numero de pessoas para o mato que ouviram a confusão, e eu fiquei lá em cima do açaizeiro, todos davam razão a titia dizendo que o açaizeiro pertencia ela. Não havia uma estância democrática ou participativa para resolver os conflitos que era inicialmente resolvido com discussões acaloradas, onde quem respeitava as regras instituídas historicamente pela oralidade pela família recebia o apoio e legitimidade e quem transgredia era sancionado pela comunidade, e era estigmatizado como de não ter uma boa reputação ou até mesmo nesse caso como ladrão. Na situação acima relatada essa reputação do transgressor diante da comunidade inviabilizou a convivência ao pondo de forçá-lo a se mudar para outra área.
Já as espécie de pescado presentes no sistema de recurso da ilha, mais precisamente no rio Sumaúma era formado por 25 espécies (anexo X) de pescados destinados ao consumo da família e comercialização, destes seis não existem mais e as outras 19 que existem ainda diminuiu bastante a ocorrência durante o ano, assim como a quantidade presente no rio. Com relação ao pescado a gestão desses recursos não cabe apenas a comunidade, mas também ao próprio Estado brasileiro que com a intervenção de grandes projetos na Amazônia, durante o período da ditadura militar, instalou na bacia do Rio Tocantins, na qual o rio Sumaúma faz parte, a Usina Hidrelétrica de Tucuruí-PA. Esse fato alterou bastante o ecossistema da microrregião, reduzindo significativamente a quantidade de peixe, como lembra a Sra. Ana Maria ex-moradora, tecendo comentários sobre a “turma”, um grupo formado por pescadores que migravam de outros rios na década de 60 para o rio Sumaúma para realizar pesca com rede “eu me lembro da turma, botando a rede na frente de casa, pegavam muito peixe, no tempo de mapará [Hipophythalmus marginatus] pegavam muitos paneiros, uns noventa. Agente [família] ficava com raiva era que eles pegavam o peixe do nosso rio e não deixavam um paneiros pra gente”. Hoje apesar a significativa redução de pescado ainda existe a “turma” que já não agem da mesma maneira[2].
Na fala da Sra. Ana já é possível perceber a dificuldade de gestão desse recurso que classifiquei segundo Ostrom (1994) quanto à natureza como recursos comuns, tendo em vista que há grandes dificuldades em excluir outros indivíduos que não morem as margens do rio de explorar o pescado ainda existente no rio e a relação entre as pessoas beneficiária apropriadora reduz a possibilidades de outras famílias se beneficiarem desse recurso. Quanto ao regime de propriedade o rio, segunda a legislação brasileira, pertence ao patrimônio da União, logo seria um patrimônio estatal. Nessas situação, é muito claro a tendência de degradação do recurso pesqueiro, que ainda é agravado pela pratica da pesca indiscriminada que segundo Ezequiel, um dos entrevistados é agravado pela facilidade de comprar os apetrechos de pesca: “o problema é o comércio [local onde se pode comprar os apetrechos], esse pessoal não tão nem vendo é por isso que ta acabando [o peixe]”.
Para esse tipo de atividade existe uma organização do tipo sindical chamada de “Colônia de Pescadores”, na qual quem é filiado tem o direito durante o período de defeso[3], a seguro defeso, uma espécie de seguro desemprego, pois pela legislação brasileira, por o defeso ser o período de reprodução dos peixes, não é permitido a pesca. No entanto, pelo órgãos ambientais nessa região praticamente não existem o que geralmente acontece é que mesmo com o recurso do seguro, muitos transgridem a lei e pescam no rio comprometendo o recurso.
Com relação à caça foi citado que já existiram dez espécies de animais que eram utilizados como fonte de proteína animal através da caça (anexo XX), deste apenas um já não ocorre mais uma ave chamada “cigana”, que entrou em extinção provavelmente pela caça intensiva A o recurso da caça é claramente perceptível que se trata também de um bem comum, por existir grandes dificuldades em excluir outros indivíduos que não pertença a um determinado grupo familiar de caçar e a relação entre a família beneficiária apropriadora reduz a possibilidades de outras famílias se beneficiarem desse dos animais. Para esse recurso percebeu-se que a família entrevistada prezava por algumas regras, mas não podermos afirmar que isso ocorra em toda a ilha, tais como o não consumo de animais pequenos que quando capturados em armadilhas são devolvidos a mata e a caça ser uma exclusivamente destinada ao consumo familiar, não sendo comercializado.Por fim trataremos dos recursos cultivados que segundo os entrevistados na ilha são apenas oito, sendo desses sete espécies olericolas e apenas uma frutífera, no caso o açaí. No caso açaí, pode ser classificado quanto a natureza do seu recurso como um bem privado tendo em vista que não há grandes dificuldades em excluir outros indivíduos que não pertença a um determinado grupo familiar de explorá-lo e a relação entre a família beneficiária apropriadora reduz a possibilidades de outras famílias se beneficiarem desse recurso. Nesse caso o regime de propriedade também é privado tendo em vista que é cultivado nas vázeas pertencente a cada família. Isso ocorre pelo mesmo motivo relatado para o caso da madeira, ou seja, devido à história das relações estabelecidas entre os membros da comunidade que ainda hoje mantém fortes laços de parentesco e reciprocidade, onde as regras estabelecidas sobre a propriedade da madeira instituída pela família no passado, ainda está instituída e continua sendo passada de geração a geração através da oralidade e socialização.

[1] A borracha que permitia contato com economia monetizadas perderá espaço no mercado: as fábricas que beneficiavam produtos como andiroba e ucuúba, que eram vendidos em paneiros, já havia em decadência pela possibilidade de concorrência com empresas de outras regiões do Brasil.
[2]
[3]
este é um espaço que estou tentando mostrar para aqueles que se interessam pelos principais acontecimentos nacionais e amazônicos, principalmente sobre meio ambiente, questões agrárias e luta de classe. O conteúdo será composto basicamente por fotos vídeos e textos.
Um abraço a tod@s e participem com contribuições